segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Portugal

Um dia em Cascais, Litoral de Portugal

Visitar Cascais é uma ótima opção de passeio para quem vai ficar por alguns dias em Lisboa. A cidade litorânea fica a apenas meia hora de trem de Lisboa e dar uma escapadinha até lá é a dica para quem quer provar um pouco mais de Portugal.

Partindo da estação Cais do Sodré, dê um até breve à Lisboa e siga o fluxo do Rio Tejo até o Oceano Atlântico. Não desgrude os olhos da janela do trem: cartões-postais portugueses como a Torre de Belém e a Ponte de 25 de Maio vão passando e abrindo espaço para uma das rotas mais cênicas à beira mar. Em 32 minutos você chegará na charmosa vila portuguesa de Cascais.


O clima em Cascais é de balneário, de vida à beira mar. No passado não era diferente – no século XIX, diversos abastados lisboetas curtiam o veraneio na idílica vila praiana.

Claro que as praias são a atração principal, mas antes de correr pro abraço e mergulhar na água cristalina, aviso que a água é gelada! Também não deixe de aproveitar o centrinho e os seus terraços, lojinhas e restaurantes.

Outro passeio que não pode faltar é a ir de bicicleta até a praia do Guincho. São apenas 30 minutos e a bicicleta é grátis, basta passar em um dos postos Bicas: na estação de trem, na própria praia do Guincho ou no centro de Cascais.

sábado, 18 de outubro de 2014

Rio de Janeiro

Búzios

Um dos lugares mais lindos do Brasil, Búzios vai além das belezas naturais, dignas de cartão-postal. Incluída no mapa do jet set internacional na década de 60, depois de uma visita da atriz francesa Brigitte Bardot, a antiga vila de pescadores abriga restaurantes e pousadas sofisticadas, boates e bares descolados e um comércio repleto de lojas de grife. 
O balneário tem cerca de vinte praias, cada uma com estilo próprio. Geribá, por exemplo, é território dos surfistas e da paquera, enquanto Azedinha é um mar de tranquilidade e Ferradura atrai famílias com crianças. O que se vê em Búzios recebe inspiração dos badalados balneários do mediterrâneo europeu
Os adeptos dos esportes náutico, como wind e kitesurf, fazem a festa nas praias Rasa e de Manguinhos por conta dos bons ventos. 

Uma maneira agradável de conhecê-las é fazendo passeios de barco que levam também às ilhas Feia e Rasa. Além de curtir as paisagens, as paradas para mergulho revelam a rica vida marinha da região. 
Búzios é famosa também por sua noite badalada, que começa na Rua das Pedras e se estende até à Orla Bardot, ambas com restaurantes, bares, música e agito para todos os gostos. 

O movimento, entretanto, não decola antes da uma da madrugada, especialmente no verão e nos feriados. Aproveite para curtir um jantar a dois no belo Porto da Barra, um complexo gastronômico na praia de Manguinhos, ou dar uma boa cochilada.

sábado, 11 de outubro de 2014

Santa Catarina

Florianópolis

O título de Ilha da Magia atribuído à Florianópolis faz cada vez mais sentido. Capaz de reunir natureza e patrimônio histórico preservados com infraestrutura de cidade grande, a capital enfeitiça tanto os turistas que muitos acabam voltando... para ficar. São apenas 436,5 quilômetros quadrados, porém, capazes de abrigar praias paradisíacas, lagoas, dunas, trilhas em meio à Mata Atlântica, casario colonial, sítios arqueológicos, gente bonita e gastronomia de primeira.

Os grandes atrativos de Floripa são as praias que dizem, chegam a cem. Em cada região, uma peculiaridade – no Leste, onde estão Mole e Joaquina, o surf e a paquera são as marcas registradas. Ao Norte, o mar calmo de Jurerê, canavieiras e Ingleses atrai famílias e argentinos. Já as praias do Sul são as mais rústicas e têm como cartão-postal a intocada Lagoinha do Leste

No quesito esportes, a ilha não é privilégio exclusivo dos surfistas. Generosa, incentiva à prática de muitos atividades dentro e fora d´água, como sandboard – descida de dunas em prancha de madeira -, wind e kitesurf, parapente e trekking. 

Colonizada por imigrantes açorianos, a capital mantém em suas pequenas vilas as manifestações culturais e religiosas trazidas pelos portugueses. Nos povoados deRibeirão da Ilha e de Santo Antônio de Lisboa as heranças estão preservadas ainda na arquitetura, no artesanato em cerâmica e renda e na culinária, à base de ostras produzidas na região.


São variados os museus e galerias na capital catarinense. Na região central destacam-se o Museu Victor Meirelles (casa onde viveu o pintor, com obras em exposição) e a galeria de arte da Fundação Cultural Badesc. No Centro Integrado de cultura (CIC) destacam-se o Museu de Arte de Santa Catarina - MASC, Museu da Imagem e Som e Espaço Lindolf Bell. No Palácio Cruz e Souza, está instalado o Museu Histórico de Santa Catarina com relíquias que contam um pouco da história do estado. Outros espaços são o Museu de Armas Major Lara Ribas, localizado no Forte Sant'Ana (ao lado da Ponte Hercílio Luz), que expõe artigos bélicos e históricos, a Galeria de Arte e o Museu Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina e a galeria do Espaço Cultural Arquipélago, localizado no bairro Agronômica.
Os frutos do mar chegam fresquinhos também às mesas dos restaurantes espalhados pela Lagoa da Conceição, no Centro da ilha. Por lá, concentram-se também a maioria dos bares, boates e cafés, garantindo burburinho e agito noturno o ano inteiro
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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Emirados Arabes

Dubai
Dubai é um destino desafiador, mesmo para quem acha que já viu quase tudo. Meca do consumo e principal polo turístico dos Emirados Árabes Unidos, a cidade-Estado altera radicalmente a sua geografia de região desértica com espantosos arranha-céus, ilhas e lagos artificiais, parques e praias com bosques de palmeiras e alguns recordes da engenharia. O Emirado de Dubai está localizado na costa do Golfo Pérsico, sendo um dos sete emirados que compõem o país. A torre mais alta do mundo, o Burj Khalifa, com 828 metros de altura, pertence ao mesmo complexo futurista onde os visitantes passeiam pelo maior shopping center do mundo.
Os apelos ao luxo e à extravagância funcionam, tanto que Dubai registrou, segundo dados oficiais, o ingresso de 5,5 milhões de visitantes apenas no primeiro semestre de 2013. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 11,1%. Quem vai a Dubai planeja voltar não apenas porque as novidades são constantes, mas porque a viagem provoca assombro e prazer: em geral, os serviços são gentis e eficientes, a rede hoteleira esbanja conforto, as compras são livres de impostos, com preços atraentes.
A ancestral cultura islâmica vai se revelando aos poucos, na gastronomia, nas roupas brancas ou pretas que escondem o corpo de homens e mulheres, em monumentos como a Grande Mesquita e a Casa do Xeque Saeed Al Maktoum, nos delicados tapetes árabes e sobretudo nos labirintos que são as ruas de Bur Dubai e Deira, nas margens do Creek. Ali teve início o povoamento multicultural da região, num canal aberto para o comércio de grandes navios nos anos 30 do século 20, quando a exploração de pérolas já declinava. Os dhows (embarcações) de madeira continuam lá, abarrotados de produtos que seguem para Irã, Paquistão ou Índia, terras natais de milhares de imigrantes.Em anos recentes, a cidade viu a explosão de seu crescimento rumo ao sul, nos arredores da Sheikh Zayed Road, seus hotéis de luxo e centros financeiros, e na Marina de Dubai. Empreendimentos como a Palm Jumeirah, a primeira das grandes ilhas artificiais, acrescentam centenas de quilômetros de orla à cidade, o que inclui novos resorts, parques aquáticos e paredes com aquários fazendo a decoração exótica de suítes e restaurantes.  
A maior parte da população de 1,5 milhão de habitantes é estrangeira, o que torna o inglês um idioma corrente, junto da língua árabe oficial. Uma decisão importante é quando ir, considerando as temperaturas extremas do Oriente Médio e eventos como o Ramadã, celebração em que os muçulmanos fazem jejum durante o dia, o que altera a rotina de bares e parques temáticos. Quem associa as férias a longas caminhadas deve deixar a viagem para os meses de outubro a abril, de calor suportável.
As grifes internacionais de luxo estão por toda parte. Num mesmo shopping, o Wafi City, de design egípcio, dá para sair do spa feito uma Cleópatra e ainda se vestir na Chanel, ou tomar café na loja da Godiva. Não se intimide: ver calçados, bolsas e vestidos que parecem obras de arte nas vitrines ainda é grátis em Dubai. E, querendo fugir das compras, tome o rumo das dunas alaranjadas do deserto, onde os dromedários continuam lentos e impassíveis, alheios a tanta badalação.

sábado, 4 de outubro de 2014

Minas Gerais

Tiradentes

Tiradentes é a mais charmosa das cidades históricas. Em suas ruas coloniais calçadas com pedras pés-de-moleque, as igrejas do século 18 dividem a atenção com o preservado casario formado por sobrados que abrigam restaurantes, pousadas, antiquários e lojas de artesanato que acendem seus lampiões na fachada ao anoitecer. O cenário encantador e que já serviu de locação para filmes, seriados e novelas, exibe ainda uma imponente moldura - a Serra de São José, com montanhas típicas de Minas Gerais.  

Chama a atenção a criatividade dos artesãos, que confeccionam suas obras com materiais que vão da madeira ao estanho, passando pelo papel machê e o ferro. O artesanato variado e de bom gosto é encontrado também no distrito do Bichinho, a seis quilômetros do centro e repleto de oficinas.As charretes, estacionadas no Largo das Forras, convidam a circular pela cidade com direito a paradas nas principais atrações, como o Chafariz de São José, o Museu Padre Toledo, as igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, de Nossa Senhora das Mercês e a Matriz de Santo Antônio, a mais bonita de Tiradentes com trabalhos atribuídos a Aleijadinho. 
Tiradentes vem, a cada dia, deixando de ser um destino meramente histórico para se tornar um pólo cultural - há quase dez anos é pano de fundo para concorridos eventos, como a Mostra de Cinema e o Festival de Cultura e Gastronomia
A boa mesa, aliás, é uma das características marcantes da cidade. A comida mineiríssima é servida com fartura nos restaurantes, que capricham nas receitas tradicionais e as incrementam com ingredientes como o ora-pro-nóbis, um tipo de folha que dá um gostinho todo especial ao frango e ao angu
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

São Paulo

Bocaina

A linda Serra da Bocaina mantém preservados seus dois grandes tesouros: a natureza exuberante e o clima de paz. Mesmo esparramando-se por concorridas cidades dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, como Paraty, Angra dos Reis e Ubatuba, tem a harmonia garantida pelo fato de abrigar um parque nacional e, principalmente, pelo difícil acesso.

 Levando-se em conta os cenários que estão por vir, espalhados pela reserva de cem mil hectares. São cachoeiras, como a do Veado, com mais de cem metros de quedas; picos com mais de dois mil metros de altitude e que descortinam morros e mar; paisagens coloridas portucanos e orquídeas; e trilhas que exigem disposição - uma delas é a do Ouro, considerada uma das mais interessantes do país e percorrida em três dias de caminhada em meio a pedaços da história. O ponto final é Mambucaba, uma vilazinha caiçara no litoral fluminense. A porta de entrada é o município de São José do Barreiro, em São Paulo. Do centro da cidade ao parque são 27 quilômetros de estrada de terra em condições precárias. Quem não está em veículos com tração nas quatro rodas tem como alternativa encarar os jipes, kombis e caminhões que partem de São José em direção à serra. 
A infraestrutura da Bocaina não é das melhores, mas há pousadas charmosas, especialmente as instaladas nas fazendas de café da região - as mais preservadas ficam em Bananal. Algumas abrem as portas de seus restaurantes para não-hóspedes, servindo receitas caipiras preparadas no fogão à lenha e também pratos à base de trutas. Abertas somente para visitação Pau d´Alho e Resgate, são memórias vivas do auge do Ciclo do Café, preservando suntuosos casarões em estilos colonial e neoclássico.