sexta-feira, 6 de junho de 2014

Japão

Casas de chá japonesas

RITUAL É UMA DAS ATRAÇÕES IMPERDÍVEIS NO JAPÃO
O chá inglês das cinco tem sua fama. Misturando pontualidade e tradição, é uma das infusões mais difundidas pelo mundo. Mas no Japão, a história do chá é ainda mais interessante. Acredita-se que água e ervas foram misturadas pela primeira vez na China, mas as casas de chá japonesas são um recanto à parte.
Dentro da casa de chá japonesa tudo é simples. Não se veem móveis rebuscados nem louça imponente. E é na visível simplicidade que mora uma incrível disciplina. São necessários anos para entender perfeitamente posições, reverências, e claro, a maneira correta de preparar e a arte de servir o chá.
Os utensílios, ou ferramentas, são chamados de dogu. A cerimônia simples exige uma grande listagem de coisas, como fukusa, chase, tana, hishaku, chawan. O melhor mesmo é não tentar imitar. Somente indo ao Japão você experimenta uma autêntica cerimônia.
Algumas casas são seculares. Basta andar pelas ruas que você as encontra. Entre e relaxe. É um espaço de completa tranquilidade e meditação. Entre pequenos detalhes das famílias, como fotos e brasões, surgem delicadíssimos arranjos florais, os ikebanas.
Docinhos preciosamente moldados – alguns até com detalhes em ouro comestível – e uma música de fundo que se confunde com o murmurinho das águas que correm nas cachoeirinhas servem de pano de fundo.
A cerimônia, conhecida como tcha-no-yu e também sado (ou chanoyu, ou ainda chado), é uma arte e imersão na cultura japonesa. 

Segundo a tradição, quem serve o chá deve seguir algumas regras. Entre elas, o anfitrião deve estar pronto antes dos convidados chegarem; arranjar flores como se elas estivessem no campo; colocar carvão de lenha para ferver a água; e claro, oferecer uma quantidade satisfatória de chá.
Não vá como turista e deixe do lado de fora o tempo. Sentado no chão, observe os jardins bem cuidados que circundam as salas com paredes de vidro.
A cerimônia, a casa, a calma das pessoas e o sossego que paira no ar são tão atraentes que muitas vezes é fácil esquecer o principal propósito ali: saborear o chá.

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