Mosteiros de Meteora
AS ESTRADAS DE METEORA
Quando os turcos otomanos chegaram foi um rebuliço total, os gregos entraram em pânico. Aqueles que conseguiram fugir se mandaram para a Europa Ocidental, outros foram das planícies para as montanhas. E assim, gradualmente, a Grécia se tornou parte do Império Otomano, um período conhecido como “Tourkokratia”, que durou do século XV até sua declaração de independência em 1821.
O terreno da Grécia é formado em sua maior parte por áreas montanhosas, que serviu de refúgio para muitos clãs gregos, entre eles, os monges eremitas, primeiros a habitar esses pináculos inóspitos. Esses ermitãos escalavam o penhasco até chegar às cavernas e fissuras nas rochas, onde viviam em solidão, voltados somente à contemplação divina.
Com a invasão otomana, decidiram construir mosteiros no ponto mais alto dos penhascos buscando segurança e inacessibilidade. E lá, no topo da colina, formaram um dos maiores e mais importantes complexos de mosteiros do Cristianismo Oriental, em Meteora, no centro-norte da Grécia.
Foram erguidos mais de 20 construções nos cumes pedregosos, mas hoje, existem apenas seis: Grande Meteoro, Varlaam, Santo Estêvão, Santíssima Trindade, São Nicolau Anapausas e Roussanou.
Um cenário inesperado que impressiona pela beleza natural dos picos majestosos em um ambiente de sacralidade, símbolo de força e devoção, capaz de mover montanhas.
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